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O criptograma de Olivier Levasseur

Oliver Levasseur era um dos últimos grandes piratas que ainda circulavam pelo Oceano Índico, no final do século 18. Ele era capitão e bastante conhecido por vários roubos de itens de valor e por isso, todos achavam que ele tinha um valioso tesouro escondido.

Acabou sendo condenado a morte na forca, e enquanto estava preso, esperando que puxassem sua cadeira, soltou suas últimas palavras que foram algo como: “Aquele que entender isso, encontrará meu tesouro!”, em seguida, jogou um criptograma na multidão que assistia.

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Depois disso, muitos tentaram decifrar o enigma sem sucesso, e acabaram desistindo. As pessoas começavam a acreditar que tudo não passava de uma piada feita pelo pirata, até que o inglês Reginald Herbert Cruise-Wilkins, finalmente conseguiu algumas pistas que o levaram para uma ilha, onde encontrou algumas estátuas de piratas enterradas, o que só o fizeram acreditar que aquilo era um espécie de mapa que o levaria ao tesouro.

Começou a explorar melhor a ilha, mas um deslizamento de rochas quase o matou, mas mesmo assim, Cruise-Wilkins encontrou algumas moedas, jarros antigos e figurinhas, e conseguiu os levar consigo.

Por mais que tudo indicasse que a ilha era mesmo o local real onde se encontrava o tesouro, ninguém quis continuar por sua busca, e ainda é um mistério.

Fonte: Fatos Desconhecidos

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Sombras ou seres?

O fenômeno não é novo e acompanha a história da humanidade; sombras, fantasmas, entidades incorpóreas que passam diante de nossos olhos, misteriosa e fugazmente. Muitas pessoas já ouviram histórias assim, de amigos e conhecidos, que juram terem presenciado uma aparição desse tipo.

Em muitos relatos, essas figuras surgem no campo periférico da visão e somem na medida em que a presença é percebida pelo observador. Isso significa que, em geral, as pessoas enxergam um rastro, uma passagem dessas entidades, que as deixam assustadas e aterrorizadas.

Como cresce o debate sobre esse fenômeno, especialmente através de sites da internet que abordam o campo da paranormalidade, muitos tentam dar explicações a essas aparições, além de definir melhor o que são fantasmas e o que são as chamadas “sombras escuras” testemunhadas por tantas pessoas.

Uma sombra na visão

Enquanto os fantasmas são conhecidos como uma figura enevoada, de tonalidade branca e com formato e aparência humana bem definidos, as “sombras escuras” têm traços menos precisos e apresentam uma cor escura profunda. Em alguns casos, pessoas dizem que essas sombras apresentam olhos avermelhados.

Muitos podem ter presenciado algo assim na vida, mas terem considerado uma ilusão do olhar ou mesmo da mente. Afinal, sabemos que há uma série de truques que podem enganar os olhos, como o rastro que fica na retina quando movimentamos o olhar após a presença de um flash de luz.

Há quem diga também que a visão de sombras negras pode ser efeito de processos psicológicos, de uma imaginação atiçada, ou até mesmo como resultado da ingestão de medicamentos ou de uso de drogas.

Anjos ou demônios?

Para quem acredita que o fenômeno é mesmo real, e não fruto da imaginação, a explicação para essas aparições tem um sentido sensitivo. Acredita-se que essas figuras surgem atraídas pelo estado de espírito do observador.

De acordo com os vários relatos, as sombras escuras aparecem com mais frequência para pessoas que experimentam um estado de medo. Isso leva muita gente a pensar que a intenção dessas entidades é malevolente, com o objetivo de aterrorizar ainda mais as pessoas.

O fato de ser uma sombra escura leva também a essa leitura de que essas figuras são representações demoníacas e do mal. Porém, há quem diga que, pelo contrário, elas são anjos da guarda que aparecem no momento de medo para proteger e confortar os aflitos.

Viagem astral

Outras teorias para explicar esse fenômeno sugerem que essas sombras representam, na verdade, pessoas reais que estariam passando por uma experiência de projeção astral, seja por condicionamento, por técnica ou pelo estado de sono.

Na viagem astral, a consciência deixa de se manifestar no corpo físico e passa a ocupar um mundo espiritual. Pessoas com maior sensibilidade a esse campo poderiam então perceber a passagem de energias e de representações de outros indivíduos.

Seres alienígenas ou de outra dimensão?

Para quem prefere especulações do mundo físico, outros teóricos indicam que essas manifestações são indícios de pessoas que vivem em outras dimensões.

Cientistas começam a teorizar a respeito de outros planos de existência, com seres que poderiam viver em “vibrações” diferentes das nossas, mas que há cada vez mais uma interferência entre um mundo e outro, causando essas aparições.

A teoria é similar ao conceito de universos paralelos e parece retirada de uma obra de ficção (a série Fringe, por exemplo). Para quem gosta de se aventurar pela imaginação, a ideia de mundos que coexistem em espectros diferentes poderia responder a outros mistérios da humanidade.

Não apenas as sombras escuras poderiam ser o resultado de um ruído entre universos paralelos, como os relatos de fantasmas e alienígenas também poderiam ser explicados como aparições de seres de outras dimensões.

Mas, afinal, qual dessas explicações é a menos assustadora? Você já passou por uma experiência dessa e viu a passagem de uma sombra escura? O que você acredita que elas representam?

Fonte: Megacurioso

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A capela católica decorada com 40 mil esqueletos humanos

Por fora, o Ossuário de Sedlec é um prédio sólido. Essa pequena capela católica, que leva o nome de um subúrbio da cidade tcheca de Kutná Hora, tem janelas no estilo gótico, grossos muros de pedra bege e três torres modestas, com as cúpulas pretas. O jardim é ocupado por um cemitério, e as lápides são ilegíveis para quem fala português.

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Depois de andar entre as árvores simpáticas na calçada, fica difícil de acreditar no que aguarda quem resolve entrar no templo: as paredes e o teto são decorados com mais de 40 mil esqueletos humanos. O maior destaque é o lustre, que, reza a lenda, contém pelo menos um exemplar de cada osso do corpo – da tíbia e o perônio, na perna, ao martelo, a bigorna e o estribo, no ouvido. Outro ponto alto da visita, também esculpido com crânios e afins, é um enorme brasão da família Schwarzenberg – uma linhagem de nobres da Idade Média que até hoje é influente na vida política da Alemanha e da região histórica da Boêmia.

Segundo a história oficial, tudo começou em 1278, quando Otacar II, rei da Boêmia, enviou o abade de Sedlec a Jerusalém. A viagem, na época, era bem mais longa e difícil do que é hoje – então o clérigo fez um city tour completo e aproveitou para passar em Gólgota, uma colina na periferia da cidade israelense que, em línguas latinas, atende por um nome familiar: Calvário. O nome significa “lugar da caveira”, e de acordo com a tradição católica, é ali que Jesus foi crucificado.

O abade não quis ir embora sem uma lembrança, então coletou uma porção de terra da colina sagrada, levou a amostra para a Boêmia em um jarro e a despejou no chão do cemitério local, instalado nos amplos jardins da abadia de Sedlec. Má ideia. De uma hora para outra, todo mundo quis ser enterrado ali. Afinal, não é todo dia que você tem uma chance de repousar eternamente no mesmo solo que Jesus.

No século 14, com a peste negra, o número de pessoas que queriam descansar do lado do Senhor aumentou vertiginosamente. Mais de 30 mil pessoas acabaram em uma vala comum no local. Para pôr ordem na bagunça e dar um descanso católico digno às vítimas da epidemia, em meados do século 15 o os clérigos resolveram construir, no centro do cemitério, o ossário, e em seu topo a capela – mal sabiam eles que o prédio humilde se tornaria tão famoso no futuro.

No época da construção, a aparência do interior era simples e despojada. A ornamentação feita com ossos começou a ser instalada centenas de anos depois, no século 18, pelo escultor barroco Jan Blažej Santini Aichel – que usou os restos mortais para fabricar guirlandas, cálices, candelabros e outros símbolos litúrgicos que apareciam aos montes nas igrejas da época (você não precisa ir à República Tcheca para ver o exagero do barroco de perto: basta uma visita a Ouro Preto, em Minas Gerais).

Aichel inovou, mas não foi ele o responsável pela aparência atual da capela. Mais ou menos 100 anos depois do arquiteto ítalo-boêmio terminar sua obra, a igreja católica saiu do terreno do cemitério, que foi anexado pela já mencionada família Schwarzenberg. Eles não brincam em serviço: pagaram o marceneiro e escultor František Rint para fazer uma reforma – e dar um upgrade na ideia original.

Ele chutou o balde: fez o famoso lustre, e o brasão para agradar seus empregadores. Também assinou o próprio nome na parede (com ossos, é claro).

Hoje a capela é um dos pontos turísticos mais visitados do país. À exemplo das igrejas mineiras, visitantes precisam pagar ingresso para acessá-la – o valor vai todo para manutenção, já que, entre outros problemas, o solo do cemitério é instável e não sustenta mais o peso do edifício. Quem quiser saber mais (e não tiver problema com legendas em inglês) pode ver um documentário sobre a lenta restauração, disponível aqui.

Quanto a aparência macabra, o site oficial garante: a capela, na verdade, transmite paz. Memento mori. 

 

Texto e imagens: Superinteressante