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Como foi decifrada a carta do Assassino do Zodíaco?

 

O serial killer, Zodíaco, enviou quatro cartas cifradas para a imprensa. Apenas uma foi decifrada.

O Assassino do Zodíaco foi um serial killer que aterrorizou a Califórnia no final dos anos 60 e começo dos 70. Ele matou 5 pessoas (e deixou outras duas gravemente feridas) e sua identidade nunca foi revelada. Um de seus traços mais marcantes foram as cartas enviadas por ele para a imprensa. Elas continham um código cifrado e, das quatro, apenas uma foi solucionada até hoje (veja mais abaixo).

 

1. As primeiras vítimas do Zodíaco foram dois casais, um em 1968 e outro em 1969. Em 1º de agosto desse ano, ele mandou sua primeira carta criptografada, em três partes, uma para cada jornal da região conhecida como Bay Area, no estado da Califórnia. No total, o código tinha 408 símbolos – ou seja, dificílimo de quebrar.

2. Zodíaco exigia que os três pedaços fossem publicados, e todos eventualmente foram. Um casal de professores conseguiu decifrar essa primeira mensagem. Eles só não conseguiram entender os últimos 18 caracteres, que permanecem sem solução até hoje

3. Mais cartas foram enviadas pelo maníaco até 1974 (as estimativas variam, mas foram pelo menos 18 no total, contando as primeiras três). Dessas novas cartas, três continham novos códigos, mas nenhum foi quebrado. Numa delas, indicava a localização de uma bomba num ônibus escolar, mas que nunca explodiu. Noutra, anunciava “meu nome é”, seguido de 13 caracteres

4. O psicopata nunca foi preso. O maior suspeito foi Arthur Leigh Allen, um ex-professor. Ele tinha um relógio da marca Zodiac, havia lido o conto The Most Dangerous Game, ao qual uma das cartas supostamente fazia referência, e foi reconhecido por fotografias em 1991 por um dos sobreviventes de um ataque do serial killer. Mas essas provas não foram consideradas conclusivas e Alllen morreu em 1992

A CARTA DECIFRADA

Código foi quebrado com o método de análise de frequência

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1. O casal que quebrou o código presumiu que o assassino usaria o verbo “matar” (“kill”, em inglês). Ele contém a dupla consoante mais comum da língua inglesa, o LL.Eles também supuseram que o autor usaria as palavras “eu” (“I”) e “diversão” (“fun”). Só com isso, eles já tinham 5 letras diferentes para começar.

2. A partir daí, o casal empregou a análise de frequência.Nesse método, é feita uma contagem dos símbolos que mais aparecem na mensagem cifrada. Em seguida, usando uma tabela das letras mais usadas na língua (no caso, inglês), é feito um processo de tentativa e erro substituindo os símbolos mais usados pelas letras mais usadas. Por exemplo, na língua inglesa, a letra mais comum é o E. Já no português é A.

3. O casal foi substituindo as letras gradativamente. Quando encontravam uma substituição que fazia sentido, ou seja, parecia formar uma palavra, isso servia para encontrar outras letras. Ainda assim, o processo foi trabalhoso: o código era homófono, ou seja, com mais de um símbolo para a mesma letra. Fora a falta de pontuação e os erros ortográficos…

A MENSAGEM

I LIKE KILLING PEOPLE BECAUSE IT IS SO MUCH FUN IT IS MORE FUN THAN KILLING WILD GAME IN THE FORREST BECAUSE MAN IS THE MOST DANGEROUE ANAMAL OF ALL TO KILL SOMETHING GIVES ME THE MOST THRILLING EXPERENCE IT IS EVEN BETTER THAN GETTING YOUR ROCKS OFF WITH A GIRL THE BEST PART OF IT IS THAE WHEN I DIE I WILL BE REBORN IN PARADICE AND ALL THEI HAVE KILLED WILL BECOME MY SLAVES I WILL NOT GIVE YOU MY NAME BECAUSE YOU WILL TRY TO SLOI DOWN OR ATOP MY COLLECTIOG OF SLAVES FOR MY AFTERLIFE. EBEORIETEMETHHPITI

Em português: “Eu gosto de matar gente porque é tão divertido. É mais divertido que matar animais selvagens na floresta porque o homem é o animal mais perigoso de todos. Matar coisas me dá a experiência mais prazerosa, é ainda melhor que ficar com uma garota. A melhor parte é que, quando eu morrer, eu irei renascer no paraíso e todos aqueles que eu matei se tornarão meus escravos. Eu não te darei meu nome porque você tentará me atrasar ou me impedir de colecionar escravos para meu pós-vida”

Texto: Mundo Estranho

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