Hotel Cecil

A Maldição do Hotel Cecil

Serial Killers, Suicídios e o misterioso caso de Elisa Lam.

Construído em 1920, com a intenção de ser um hotel para viajantes, ou empresários que passariam apenas uma ou duas noites na cidade, o Hotel Cecil foi rapidamente ofuscado por vários hotéis glamorosos. Localizado próximo do infame Skid Row, o hotel começou a alugar os quartos a longo prazo por preços absurdamente baixos, coisa que acabou chamando atenção de diversos desordeiros. A reputação do hotel rapidamente passou a ser de “indecente” e “mórbido” quando se tornou notório devido ao grande número de suicídios e homicídios, assim, como instalação para famosos assassinos em série.

Parte de sua história sórdida, envolve dois assassinos em série, Richard Ramirez e Jack Unterweger.

Agora no corredor da morte, Ramirez, apelidado de “the Nightstalker”, viveu no Hotel Cecil em 1985, em um dos andares superiores. Ele pagava em torno de 14 dólares por noite. Com o hotel cheio de viajantes, passou despercebido como ele perseguiu e matou 13 mulheres. Richard Schave, disse “Ele jogava as suas roupas ensanguentadas na lixeira no final da noite e retornava ao hotel pela porta dos fundos”.

Jack Unterweger era um jornalista que cobria os crimes em Los Angeles para uma revista austríaca em 1991. “Acreditamos que ele viveu no Hotel Cecil em homenagem ao Ramirez”, disse Schave. Ele foi acusado de matar três prostitutas em L.A., enquanto ainda era um hóspede do Cecil.

Durante os anos 50 e 60, o Hotel era conhecido como um lugar em que as pessoas iam para cometer suicídio, se jogando de uma de suas janelas. Helen Gurnee, 50 anos, pulou de uma janela do sétimo andar do Hotel Cecil, caindo em cima do seu letreiro, em 22 de outubro de 1954. Julia Moore pulou da janela de seu quarto no oitavo andar, em 11 de fevereiro de 1962. Pauline Otton, 27 anos, pulou de uma janela do nono andar após uma discussão com seu ex-marido, em 12 de outubro de 1962. Pauline caiu sobre George Gianinni, 65 anos, que estava andando na calçada, a 90 metros abaixo de onde ela havia saltado. Ambos morreram instantaneamente.

O caso Elisa Lam

Elisa Lam, uma jovem canadense de 21 anos que, no início deste ano, foi encontrada morta dentro de uma das caixas d’água do hotel no qual estava hospedada. A fatalidade ocorreu no Hotel Cecil de Los Angeles, na Califórnia, e as autoridades responsáveis pela investigação classificaram o caso como afogamento acidental.

A necropsia realizada no corpo de Lam não revelou qualquer sinal de violência, e os exames toxicológicos não indicaram a presença de drogas ou álcool. No entanto, as estranhas circunstâncias envolvendo o afogamento da moça levantaram muitas suspeitas, motivando o surgimento de várias teorias da conspiração para explicar o caso.

O cadáver foi encontrado por um funcionário do hotel dentro de uma das quatro caixas d’água — com quase 2,5 metros de altura e 1,2 de diâmetro cada uma — instaladas no terraço do edifício. O rapaz foi até lá checar o que havia de errado depois que alguns hóspedes começaram a reclamar de falta de pressão na água.

Segundo os informes, apesar de as caixas d’água estarem com as aberturas destrancadas, o interior era de difícil acesso e ninguém sabe explicar como é que Lam foi parar dentro de uma delas. Aliás, foi necessário cortar a estrutura para retirar o corpo. Além disso, a câmera de segurança do elevador do hotel registrou o momento em que a canadense sobe até o terraço, e as imagens revelaram um comportamento bem bizarro.

Logo após os eventos do vídeo, Elisa aparentemente ganhou acesso ao último andar do hotel, subiu para o seu reservatório de água e, de alguma forma, acabou se afogando nele. Seu corpo foi encontrado duas semanas depois de sua morte, depois de hóspedes do hotel reclamarem sobre o gosto da água e da cor. Incrível. O caso de Elisa Lam é mais uma adição sórdida para a história do hotel e pode levar-nos a perguntar: “O que diabos têm de errado com esse lugar?”.

 

Texto: Mistérios Inexplicáveis

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